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Ministério da Saúde promove reunião com movimento social em São Paulo


Adriana Bertini, Fabi Mesquita, Draurio Barreira, Pierre Freitaz e Myro Rolim

Por Fabi Mesquita - Compartilhamos impressões positivas sobre o encontro com a coordenação do DATHI. Nossa interação foi marcada por um ambiente de escuta e respeito mútuo, o que nos confere boas expectativas em relação ao futuro das demandas da sociedade civil. Estamos confiantes de que nossas necessidades serão acolhidas e que nossas sugestões serão consideradas. As questões relacionadas à redução de danos, em especial dado o contexto do crescimento da prática do CHEMSEX no Brasil, foram veementemente pontuadas. Essa eh uma pauta de extrema importância e merecem ser tratada com mais prioridade. A criação de um grupo gestor específico para a redução de danos dentro do departamento, com um ponto focal responsável, é um passo fundamental para assegurar o contínuo progresso na luta contra a disseminação do HIV no Brasil. Ficou nítido, a partir do consenso entre as organizações presentes, que a redução de danos não pode ser vista como uma iniciativa periférica do departamento. Pelo contrário, ela deve ser integrada de forma inseparável a todo o processo de enfrentamento ao HIV.


Reiteramos, reverberando com outras vozes presentes, a importância da volta da inovação no que tange aos medicamentos, o acesso garantido à PrEP e a retomada de ações e estratégias de comunicação tanto nas redes sociais quanto na grande mídia, direcionadas às populações mais vulneráveis às infecções pelo HIV, Tuberculose, Hepatites e outras ISTs. Incluindo a restauração urgente do conteúdo da homepage do Departamento, que acumulava um histórico de décadas da luta contra o HIV/Aids que não pode ser apagado.


Considerei como um dos pontos altos do encontro, a fala de um jovem representante da juventude periférica (o único presente). É crucial ressaltar a necessidade de atender às demandas da juventude, uma vez que esse foi um dos aspectos destacados e positivos do departamento em um passado recente. Colocamo-nos à disposição para compartilhar nossa expertise e contribuir na construção de políticas eficazes nesse sentido, visando o empoderamento deste grupo identitário e ofertando proteção e bem-estar a essa parcela significativa da população para a qual temos dedicado boa parte de nosso ativismo.


Sentimos pouca firmeza no que tange à pauta de prevenção e cuidado no âmbito dos povos originários. O argumento de que existem ações na Amazônia não responde às necessidades e expectativas de meu povo. Há indígenas espalhados por todo o Brasil (de acordo com os dados do IBGE somos mais de um milhão) em contexto rural e urbano, e necessitamos de uma política que considere nossas vulnerabilidades específicas. mas entendemos que, para alguns setores da sociedade, esta é uma pauta nova, e nos oferecemos para contribuir no que for necessário. Reforçamos nosso compromisso com o diálogo construtivo e colaborativo. Continuaremos trabalhando lado a lado com o DATHI, visando avançar rumo a um Brasil livre da epidemia de HIV e comprometido com o bem-estar de todas as pessoas.

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