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Embaixador da Prevenção

Como Embaixador da Prevenção da International AIDS Society (IAS) na Aids 2026, João Geraldo Netto integra a liderança global para democratizar a ciência sobre o HIV. Guiado pela campanha #RethinkRebuildRise, ele traduz temas complexos (como tecnologias de prevenção e Indetectável = ZERO Transmissão) em conteúdos acessíveis. O trabalho transforma dados técnicos em autonomia, combatendo estigmas e promovendo escolhas informadas.

A realização deste seminário justifica-se pela urgente necessidade de endereçar um fenômeno que, embora crescente nos centros urbanos, permanece invisibilizado ou estigmatizado pelas políticas públicas tradicionais. A falta de protocolos específicos e o preconceito nos serviços de saúde criam barreiras que impedem o acesso ao cuidado, aumentando a vulnerabilidade de diversas populações. Discutir o chemsex é, portanto, uma questão de direitos humanos e de saúde pública que não pode mais ser adiada.

Além disso, a integração ao calendário da AIDS 2026 no Rio de Janeiro potencializa a troca de saberes entre o cenário brasileiro e as melhores práticas internacionais. Em um momento de avanços científicos e novos desafios sociais, o seminário funciona como uma ponte necessária para atualizar o debate sobre redução de danos, saúde mental e prevenção combinada, garantindo que o cuidado seja pautado por evidências e pela escuta ativa das comunidades afetadas.

Saiba melhor como construímos isso daqui

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A importância de um evento como esse

Em tempos de crescente polarização e moralismo, o SEINCHEM 2026 se posiciona como um farol de sensatez e acolhimento. O evento reafirma a necessidade urgente de debater prazer, drogas e sexualidade de forma responsável, alicerçada na ciência e nos direitos humanos. Ele serve como um elo vital que aproxima o saber acadêmico das experiências reais da comunidade, impulsionando novas perspectivas sobre prevenção e saúde mental. Ao criar um espaço seguro para trocas sinceras sobre temas sensíveis, o seminário não é apenas um evento técnico, mas um ato de resistência que convida a sociedade a repensar o cuidado e o prazer como dimensões inseparáveis da saúde.

Nossa metodologia é desenhada para ser dinâmica, participativa e interdisciplinar, refletindo a pluralidade do Instituto Multiverso. A programação entrelaça mesas de debate tradicionais com oficinas práticas, rodas de conversa e intervenções artísticas, garantindo um ambiente de troca horizontal onde diferentes saberes têm o mesmo valor. Valorizamos tanto a pesquisa científica formal quanto as experiências de campo e comunitárias, expostas em trabalhos acadêmicos e relatos de vivência. Essa abordagem integradora visa promover uma vivência que é, ao mesmo tempo, formativa e afetiva, construída coletivamente com empatia, respeito e escuta ativa.

Metodologia

Temas Centrais

O seminário mergulhará nos temas que definem o debate contemporâneo sobre uso sexualizado de substâncias. Abordaremos o delicado equilíbrio entre prazer, desejo e vulnerabilidade, bem como a importância da saúde mental e do autocuidado. Enfrentaremos o estigma e a discriminação que barram o acesso aos serviços de saúde , discutindo políticas públicas sob a ótica da redução de danos. Por fim, exploraremos as convergências entre ciência, arte, tecnologia e afeto, defendendo a sexualidade e a liberdade como pilares fundamentais de um cuidado integral.

A identidade visual do evento foi concebida para representar o conceito de "abraço", unindo afeto e a ciência. Os elementos gráficos utilizam linhas de conexões químicas que se transformam em formas orgânicas e fluidas, simbolizando o acolhimento. As cores vibrantes refletem a diversidade e a energia da comunidade, enquanto a sobriedade das fontes reafirma o compromisso com o rigor científico e a seriedade do debate.

Logomarca e identidade visual

O que é um evento afiliado e porque é importante

Um evento afiliado é uma atividade oficialmente reconhecida e integrada à programação expandida da Conferência Internacional de Aids, considerada a maior do mundo no tema, o que confere ao seminário um selo de prestígio por atender aos mais altos critérios de relevância e qualidade técnica exigidos pela Sociedade Internacional de Aids (IAS). Estar ligado à AIDS 2026 é de extrema importância pois garante visibilidade global ao atrair a atenção de delegados e especialistas internacionais que estarão no Rio de Janeiro, além de promover um fortalecimento político estratégico ao inserir o debate sobre o chemsex nas recomendações globais de resposta ao HIV e facilitar o networking para parcerias com instituições estrangeiras em futuras pesquisas e projetos.

Do Ritual ao Digital
Uma Perspectiva Histórica e Social do Chemsex

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ilustração história da sexualidade

A compreensão do uso sexualizado de substâncias, contemporaneamente denominado chemsex, exige um olhar que atravesse séculos de história humana, desvendando camadas de cultura, política e comportamento social. Ao contrário do que o pânico moral muitas vezes sugere, a associação entre substâncias psicoativas e a sexualidade não é uma invenção moderna, mas um fenômeno que acompanha a humanidade em sua busca por transcendência, conexão e prazer. Historicamente, diversas civilizações utilizaram substâncias em contextos ritualísticos para ampliar a percepção sensorial e facilitar a conexão entre os corpos e o sagrado. O uso de ervas, vinhos e poções sempre esteve atrelado a celebrações da vida e da fertilidade. No entanto, o século XX trouxe uma ruptura drástica nessa relação. Com o advento do proibicionismo e a "Guerra às Drogas", práticas ancestrais e o uso recreativo de substâncias foram criminalizados, empurrando essas experiências para a marginalidade e silenciamento. Foi nesse cenário de repressão que o estigma se enraizou, transformando o que era rito ou busca por prazer em tabu e caso de polícia. Nas últimas décadas, o fenômeno ganhou novos contornos e visibilidade, impulsionado pela vida nos grandes centros urbanos e pela revolução digital. O termo chemsex surge para descrever o uso intencional de substâncias específicas para facilitar, prolongar ou intensificar a atividade sexual. Este cenário tornou-se particularmente visível entre populações historicamente marginalizadas, como a comunidade LGBTQIAPN+, pessoas vivendo com HIV, trabalhadoras e trabalhadores sexuais, travestis e pessoas trans. Para muitos, essas práticas expressam uma busca legítima por liberdade sexual e pertencimento em um mundo que frequentemente os exclui. Entretanto, é impossível dissociar o chemsex das vulnerabilidades contemporâneas. Em uma sociedade marcada pela solidão e pela exaustão, o uso de substâncias pode surgir não apenas como uma ferramenta de prazer, mas como um mecanismo de enfrentamento (coping) para lidar com dores emocionais, rejeição e isolamento social. O contexto digital, com os aplicativos de geolocalização, facilitou o encontro sexual e o acesso às substâncias, criando uma nova dinâmica de interação que mistura o virtual e o físico de maneira complexa. Estudos de saúde pública têm associado a prática ao aumento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e a impactos significativos na saúde mental. Contudo, reduzir o chemsex apenas à chave do "risco" ou da "doença" é uma abordagem insuficiente e estigmatizante. Tal visão ignora as dimensões sociais e afetivas envolvidas, bem como a autonomia dos sujeitos sobre seus próprios corpos. Pesquisas recentes, inclusive, começam a ressignificar o uso de certas substâncias, explorando seus potenciais terapêuticos quando utilizadas em contextos controlados e de cuidado. O SEINCHEM 2026 e o Instituto Multiverso propõem uma ruptura com as abordagens punitivistas. Entendemos que enfrentar o chemsex exige reconhecer a complexidade da vida humana. Exige entender que, por vezes, o uso se dá em contextos de vulnerabilidade e solidão, mas também em contextos de celebração e afeto. Portanto, ao olharmos para a história do uso sexualizado de substâncias, defendemos uma abordagem baseada em evidências, no cuidado integral e na redução de danos. Isso significa oferecer estratégias que protejam a vida sem julgar as escolhas, garantindo que o direito ao prazer não seja sinônimo de perigo, mas sim de liberdade e responsabilidade. É tempo de substituir o moralismo pela empatia, e a punição pelo acolhimento.

Programação

Materiais gerais

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Inscrições

Data: dias 24, 25 e 26* de julho de 2026

Local: Rio de Janeiro

Participação: R$ 30 para brasileiros e R$ 60 para não brasileiros**

Público-alvo: Profissionais de saúde, pesquisadores, ativistas, influenciadores, e demais interessados

Capacidade: Espaço aberto para um número limitado de participantes presenciais

* o dia 26 (domingo) é um dia extra dedicado a apresentações de trabalhos científicos e culturais

** todo o valor arrecadado será convertido em alimentação e apoio logístico para os participantes

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