
Exposição "Pele de Luta: O Caminho da Resiliência"
A exposição "Pele de Luta: O Caminho da Resiliência" é uma instalação fotográfica imersiva idealizada pelo Instituto Multiverso, em parceria com a MPact Global Action. A obra narra a jornada emocional de homens gays que vivem com HIV, indo do impacto inicial do estigma social à autonomia política e ao florescimento coletivo. O público percorre um trajeto físico de imagens, fotos e espelhos provocativos que buscam combater o preconceito.
Para Saber Um Pouco Mais
Os objetivos específicos
O objetivo específico da "Pele de Luta" é criar uma experiência reflexiva e imersiva para o público por meio de oito estações performáticas que unem fotografias impactantes e espelhos de corpo inteiro. A obra busca evidenciar a força de homens gays vivendo com HIV, construindo um espaço político sensível que utiliza a arte corporal como instrumento para combater o estigma e os sistemas opressivos, promovendo assim a autoconsciência e os direitos humanos.
Abordar essa temática é fundamental para responder a uma demanda urgente por acolhimento, visibilidade e empoderamento de um grupo historicamente marginalizado. O impacto do diagnóstico de HIV, muitas vezes, não vem apenas do vírus, mas do peso social do medo, da culpa, da vergonha e do julgamento moral que o acompanham. O projeto desconstrói esse preconceito e transforma a narrativa, mostrando que o diagnóstico não é uma sentença de morte ou o fim da sexualidade, mas sim o início de uma vida que pode ser vivida com liberdade, dignidade, prazer e apoio coletivo.
A importância
Como é a extrutura
Fisicamente, a exposição foi desenhada como um trajeto linear sobre uma lona de vinil de 1,5 metros de largura por 10 metros de comprimento aplicada ao chão. O piso ilustra uma evolução de texturas que começa em um terreno esburacado e instável, passando por pedras e tijolos, até chegar a um pavimento sólido. À medida que caminham, os visitantes interagem de forma alternada com oito banners fotográficos verticais posicionados ao lado de oito espelhos de corpo inteiro. O percurso é finalizado com uma nona fotografia, desta vez na horizontal, que coroa o fim da jornada com uma mensagem de recomeço.
Para engajar profundamente o público, a exposição rompe com a ideia do espectador passivo através dos "Espelhos da Identidade". Nesses espelhos, adesivos com perguntas provocativas forçam os visitantes a enxergarem seus próprios reflexos misturados à temática da obra, exigindo um posicionamento íntimo sobre como eles próprios lidam com o preconceito. Além da estética altamente "instagramável", a metodologia inclui QR Codes espalhados por todo o trajeto, permitindo que as pessoas acessem uma página interativa com depoimentos e aprofundem sua conexão com a história de cada imagem.
Metodologia
Uma curiosidade
Um detalhe muito especial sobre a obra é que as fotografias não foram feitas com modelos profissionais contratados, mas com pessoas reais que participaram das oficinas do projeto "Bicha Posithiva". Os ensaios aconteceram de forma sensível e respeitosa durante encontros imersivos em Recife e São Paulo, garantindo que a arte final retratasse sentimentos, vivências, afetos e corpos verdadeiros de homens que vivem com HIV.
Materiais gerais
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