Vídeo da deputada Duda Salabert e ativistas do HIV alerta para possíveis impactos em políticas de saúde em eventual governo de Flávio Bolsonaro

Um vídeo mobilizado pela deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) e por ativistas levanta discussões sobre os possíveis impactos de uma eventual eleição do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República nas políticas de saúde pública. O material audiovisual foca, especialmente, nos possíveis riscos para as estratégias de prevenção e tratamento do #HIV.
A campanha reúne a política, educadores em saúde e influenciadores digitais que atuam na defesa dos direitos da população LGBTQIA+ e das pessoas vivendo com HIV, como João Geraldo Netto, Amós Bahia, Alexandre Putti, Lucas Raniel, Evandro Manchini, Alberto Pereira Jr. e Ítalo Costa. O grupo, que produz conteúdo voltado a desmistificar o vírus e explicar termos médicos de forma acessível, utiliza o vídeo para debater o impacto da política institucional no sistema de saúde.
O argumento central do material baseia-se em críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador. Segundo os ativistas, o governo anterior registrou tensões com organizações da sociedade civil ligadas à resposta ao HIV/aids. O movimento afirma ter havido tentativas de desestruturação no Ministério da Saúde, cortes orçamentários e declarações públicas que, na avaliação dos participantes, reforçavam estigmas. O alerta atual baseia-se no temor de que Flávio Bolsonaro dê continuidade a essa agenda.
Os criadores de conteúdo argumentam que as plataformas políticas defendidas por setores da extrema direita impactariam também pessoas que não vivem com o vírus, mas que utilizam os mecanismos de prevenção do Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil possui políticas de distribuição gratuita de preservativos, testagem e oferta de #PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e #PEP (Profilaxia Pós-Exposição.
O vídeo adverte que a eleição de políticos alinhados a pautas de costumes reacionários pode colocar em risco o acesso a esses insumos. Segundo a campanha, se o Estado adotar posturas baseadas em dogmas ideológicos ou morais em detrimento de diretrizes científicas, pode haver desabastecimento de medicamentos, atraso na implantação de tecnologias e paralisação de campanhas de prevenção, o que, segundo eles, aumentaria as infecções e mortes.
Além das questões ligadas ao HIV, a campanha aborda o impacto de governos de perfil conservador em outras políticas de equidade. Na visão dos ativistas, há uma tendência de rejeição a programas de ações afirmativas sob a justificativa de enxugamento do Estado, o que resultaria no abandono institucional de populações como pessoas #LGBTI+, negros, indígenas, pessoas em situação de rua e trabalhadores de baixa renda.
Os participantes do vídeo enfatizam que a saúde pública é um direito constitucional. Para os comunicadores da campanha, a desestruturação de serviços especializados é uma escolha #política. Ao final, a mensagem do vídeo, editado por Lucas Grah, defende a manutenção do #SUS e alerta o eleitorado, afirmando que o distanciamento entre o governo, a ciência e os movimentos sociais pode desmantelar redes de apoio voltadas a populações vulneráveis.




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