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Estudo "Chemsex e suas repercussões na saúde de homens que fazem sexo com homens: uma perspectiva de saúde global"

Atualizado: 9 de jan.





TÍTULO DO TRABALHO

Chemsex e suas repercussões na saúde de homens que fazem sexo com homens: uma perspectiva de saúde global


PESQUISADOR

Alvaro Francisco Lopes de Sousa


MODERADORES

João Geraldo Netto e Lariane Angel Cepas


RESUMO

O pesquisador Álvaro abordou o chemsex em imigrantes entre Brasil e Portugal, revelando que a migração aumenta em quatro vezes a prática devido à solidão e necessidade de redes. O uso de emojis em aplicativos cria uma linguagem universal que facilita o acesso a substâncias. O estudo citou diferenças de consumo e como o conservadorismo político e interesses comerciais das plataformas dificultam a implementação de estratégias de cuidado global e orientações prévias.




A ideia para uma complexa pesquisa de pós-doutorado pode nascer em um momento inesperado. Para um pesquisador brasileiro vivendo em Portugal, ela surgiu de uma constatação pessoal, quase casual, ao navegar em aplicativos de relacionamento: “Nossa, não é tão difícil usar as drogas que se utilizava no Brasil aqui em Portugal”. A surpresa se repetiu em outros países. Havia algo conectando tudo.


Essa percepção foi o ponto de partida para um mergulho profundo na intersecção entre migração, tecnologia e o fenômeno do chemsex — o uso de substâncias para facilitar ou intensificar relações sexuais. Para homens imigrantes que se relacionam com outros homens, os apps não são apenas ferramentas de conveniência; são ecossistemas complexos para combater a solidão e formar “mini comunidades” transnacionais.


O que essa pesquisa revelou, no entanto, é que enquanto a tecnologia criou pontes para o encontro e para o risco, as estruturas de cuidado e saúde pública ficaram para trás, presas em fronteiras geográficas e interesses comerciais. Vamos explorar os cinco aprendizados mais impactantes desse estudo, que desafiam o que pensamos sobre saúde, fronteiras e responsabilidade na era digital.


Existe uma linguagem universal para o uso de drogas, e ela é feita de emojis.


Como um brasileiro em Portugal, ou em qualquer outro país, comunica discretamente seu interesse em uma substância específica sem dominar o idioma local? A resposta está no teclado do celular. A pesquisa revelou que emojis se tornaram um código universal que ultrapassa completamente as barreiras linguísticas.


Um raio (⚡️) pode sinalizar interesse em cocaína. Uma folha (🍁) pode indicar maconha. Essa comunicação visual funciona como uma linguagem tecnológica global, permitindo que pessoas de diferentes nacionalidades se entendam instantaneamente sobre um tema delicado e, muitas vezes, ilegal. É a primeira prova de como esse fenômeno transcende fronteiras de forma muito mais fluida do que as políticas de saúde.


A migração pode multiplicar por até quatro a prática de chemsex.


Mudar de país é um processo que frequentemente envolve um profundo sentimento de solidão. Isso se alinha a pesquisas anteriores mencionadas pelo pesquisador, que apontavam que 60% dos imigrantes se sentiam “muito isolados”. Nesse cenário, a necessidade de criar novas redes e encontrar apoio social se torna urgente.


É aqui que os dados se tornam alarmantes: o status de migrante foi associado a uma chance de três a quatro vezes maior de praticar chemsex. Isso transforma a prática de um simples ato de hedonismo em uma complexa, e por vezes desesperada, ferramenta de sobrevivência social em uma terra estrangeira. O chemsex, nesse contexto, surge como uma estratégia para construir conexões e formar "mini comunidades", usando os aplicativos como porta de entrada.


As drogas cruzam fronteiras digitais, mas o cuidado não.


A pesquisa expõe um paradoxo angustiante para a saúde pública: enquanto a tecnologia permite que o chemsex ignore fronteiras, as estratégias de cuidado permanecem fragmentadas e presas a políticas locais. O próprio pesquisador viveu isso na pele. Ao se mudar para Portugal, ele se deparou com uma cultura de uso de substâncias totalmente diferente.


“Fiquei impressionado como os encontros sexuais que eu tinha em Portugal quase todos eles eram permeados por poppers, que era uma droga que eu nunca tinha ouvido falar”, relata. Essa diferença cultural, somada a informações que circulam na comunidade (como o aviso que recebeu de que “o MD europeu bate 10 vezes mais”), expõe o imigrante a riscos para os quais ele não está preparado.


A falha no cuidado, no entanto, é ainda mais profunda. Mesmo sendo um profissional da saúde, o pesquisador demorou seis meses para acessar a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) em Portugal, paralisado pelo medo e pela suposição de que não teria direito. “Um belo dia eu falei: ‘Será que eu não tenho?’”, conta. Ao perguntar ao seu médico, a resposta foi imediata: “Você tem acesso, o acesso aqui é para todo mundo”. A experiência pessoal dele ilustra perfeitamente a questão incômoda que sua pesquisa levanta: "...se você consegue importar esse uso por que que você não consegue importar esse cuidado também acho que é algo para se refletir".


Nem todo aplicativo é igual: a batalha entre lucro e saúde pública.


Quando se trata de levar informação e cuidado para dentro dessas plataformas, a postura das empresas faz toda a diferença. A pesquisa destaca um contraste gritante entre os dois maiores players do mercado.


O Hornet, cujo dono é abertamente gay e soropositivo, “sempre se mostrou muito disposto a ajudar”, sendo uma peça fundamental para viabilizar parcerias de saúde. Em contrapartida, o Grindr, que domina facilmente entre 80% e 90% do mercado em Portugal, “dificultou de todas as formas que ele pôde”. A plataforma se tornou “puramente comercial”, tornando quase impossível realizar parcerias de saúde que não sejam pagas como um anúncio comum.


Essa mentalidade de "lucro em primeiro lugar" tem um paralelo sombrio no mundo real, comparado por outro especialista à atitude de estabelecimentos comerciais que, quando um cliente tem uma overdose, “o que ele faz é botar para fora para que a bicha morra do lado de fora”. A lógica é a mesma: proteger o negócio em detrimento da vida humana.


A responsabilidade social dos apps é arquivada no Congresso.


Os obstáculos não são apenas comerciais; são profundamente políticos. No Brasil, foi proposto um projeto de lei para exigir que qualquer aplicativo que “facilitasse o sexo” dedicasse uma pequena porcentagem de sua publicidade a campanhas de prevenção.


A resposta do poder legislativo foi imediata. O projeto foi “arquivado imediatamente” pela comissão econômica do Congresso, sob a justificativa de que era “injusto cobrar que os aplicativos tivessem responsabilidade nisso”. Essa barreira política se soma a outras, como um plano de orientação de saúde para migrantes brasileiros indo para Portugal, que foi barrado pela conjuntura política da época no Brasil, com um “governo de extrema direita”. Fica claro que os maiores entraves ao cuidado são, muitas vezes, econômicos e ideológicos.


As Pontes que Faltam Construir


A tecnologia dissolveu fronteiras, criando uma comunidade globalizada com necessidades de saúde reais e urgentes. Os aplicativos conectaram pessoas de maneiras antes inimagináveis, mas as estruturas políticas, comerciais e de saúde pública não acompanharam essa evolução. Deixaram para trás um vácuo onde o risco se multiplica e o cuidado não chega.


A realidade exposta por esses estudos nos força a encarar uma questão fundamental. Se a tecnologia já removeu as fronteiras para o encontro e para o risco, de quem é a responsabilidade de construir as pontes para o cuidado?


RELATÓRIO

Introdução


O chemsex, prática do uso intencional de substâncias psicoativas para facilitar ou intensificar experiências sexuais, emerge como um fenômeno complexo que transcende fronteiras geográficas, especialmente no contexto da migração lusófona. Este relatório tem como objetivo analisar as dinâmicas sociais, tecnológicas e políticas que moldam a prática do chemsex entre migrantes falantes de português, com base nos achados de uma recente pesquisa de pós-doutorado sobre as dinâmicas do chemsex no espaço lusófono.


Ao longo desta análise, serão abordados pontos centrais como o papel do isolamento social do migrante como um catalisador para a busca de conexão, a função ambivalente das tecnologias digitais como facilitadoras de comunidade e, simultaneamente, como barreiras a intervenções de saúde, as diferenças culturais no uso de substâncias entre países como Brasil e Portugal, e os desafios estruturais para a implementação de políticas de saúde pública transnacionais. A compreensão desses elementos é fundamental para desenhar estratégias de cuidado mais eficazes e humanizadas.


A análise aprofundada do fator migratório revela como a experiência do deslocamento não apenas expõe indivíduos a novos contextos de risco, mas também redefine suas necessidades sociais e formas de conexão, tornando-se um ponto de partida crucial para entender o fenômeno.


A Migração como Fator Determinante: Solidão e a Busca por Comunidade


É estrategicamente importante compreender a migração não apenas como um deslocamento geográfico, mas como um processo social que gera vulnerabilidades específicas. O isolamento, a dificuldade de estabelecer novas redes de apoio e a necessidade de pertencimento são fatores psicossociais que impactam diretamente os comportamentos de saúde. Nesse contexto, a prática do chemsex surge não apenas como uma busca por prazer, mas como uma estratégia de socialização e enfrentamento da solidão.


A pesquisa estabelece uma correlação direta e alarmante entre o status de migrante e o engajamento na prática do chemsex. A análise dos dados revela que:


  • Migrantes têm de três a quatro vezes mais chances de praticar chemsex em comparação com a população local.

  • 60% dos migrantes relataram sentir-se isolados em seus novos países, evidenciando uma profunda carência de conexão social.


Para essa população, o chemsex e os aplicativos de encontro são percebidos como ferramentas eficazes para criar uma "mini comunidade". Esses espaços digitais e físicos se tornam uma rede de apoio social onde a língua comum e as experiências compartilhadas ajudam a combater a solidão inerente ao processo migratório. O pesquisador resume essa dinâmica de forma contundente:


"ser migrante... foi associado a três a quatro vezes mais chance de praticar chemsex, exatamente por essa necessidade, essa solidão, essa necessidade de você fazer novas redes, essa necessidade do social mesmo, né?"

Essa busca por conexão social é mediada, em grande parte, por ferramentas tecnológicas, que desempenham um papel central e complexo na vida desses indivíduos, servindo tanto como ponte quanto como barreira.


O Papel das Plataformas Digitais: Facilitadores de Conexão e Barreiras à Saúde


As plataformas digitais, especialmente os aplicativos de encontro, funcionam como a principal infraestrutura que permite a conexão transnacional entre praticantes de chemsex. No entanto, seu papel é duplo: ao mesmo tempo que facilitam a formação de redes e o acesso a encontros, apresentam obstáculos significativos para a implementação de intervenções de saúde pública, criando um paradoxo entre conexão e cuidado.


A Tecnologia como Ponte: Linguagem Universal e Redes Transfronteiriças


A tecnologia anula as fronteiras geográficas para o uso de substâncias, criando um ecossistema digital onde as barreiras linguísticas e geográficas são minimizadas. Uma "linguagem universal" para drogas, baseada no uso de emojis, permite que usuários de diferentes países se comuniquem de forma eficaz e discreta. Códigos como o raio (⚡) para cocaína e a folha (🍁) para maconha se tornam um dialeto comum que conecta usuários dentro do "espaço lusófono" e além.


O impacto dessa linguagem universal é profundo. Ela capacita migrantes a encontrar e se conectar rapidamente com outros, formando redes de apoio e de prática que operam de maneira fluida através das fronteiras. Enquanto a tecnologia forjou uma linguagem universal e transfronteiriça para o risco (o uso de substâncias), as estratégias de cuidado permanecem territorializadas e desarticuladas, criando um perigoso desequilíbrio.


A Comercialização como Obstáculo: O Desafio do Engajamento em Saúde


A crescente comercialização das plataformas digitais representa uma barreira formidável para a saúde pública. A postura das duas principais plataformas mencionadas na pesquisa ilustra essa tensão:


  • Hornet: Demonstrou maior disposição para colaborar com iniciativas de saúde. O fato de seu proprietário ser conhecidamente gay e soropositivo fomenta uma cultura corporativa que "se importa com as pessoas", facilitando parcerias para divulgação de campanhas e pesquisas.

  • Grindr: Posiciona-se como uma plataforma puramente comercial, que domina o mercado em países como Portugal (com 80% a 90% dos usuários). A empresa dificulta ativamente parcerias com o setor público e pesquisadores, como o Ministério da Saúde do Brasil e a USP, priorizando o lucro sobre a responsabilidade social.


As consequências diretas dessa comercialização são a dificuldade de divulgar informações vitais sobre saúde, prevenção (como a PrEP) e redução de danos, além da limitação do alcance de pesquisas, que acabam restritas a pessoas letradas de grandes centros urbanos. A lógica de mercado se sobrepõe à saúde, como ilustra uma analogia feita pelo pesquisador sobre a atitude de espaços comerciais físicos, que reflete a mentalidade puramente comercial das plataformas:


"quando a a bicha tá lá com overdod metanfetamina o que ele faz é botar para fora para que a bicha morra do lado de fora. Então assim é a mesma ideia que se tem tá é puro comercial."


Essa dinâmica digital expõe os migrantes não apenas aos riscos associados ao chemsex, mas também a diferentes realidades culturais e de consumo que eles encontram ao navegar nessas plataformas em um novo país.


Dinâmicas Transnacionais: Diferenças Culturais e Vulnerabilidades do Migrante


Embora a tecnologia crie uma rede conectada, as experiências e os riscos associados ao chemsex variam drasticamente entre os países de língua portuguesa. Ignorar as nuances culturais e contextuais do uso de substâncias é ignorar uma camada crítica de vulnerabilidade. O migrante não apenas enfrenta o desafio de se adaptar a uma nova sociedade, mas também a um novo ecossistema de drogas, com diferentes padrões de consumo, acesso e potência.


A comparação entre os padrões de consumo no Brasil e em Portugal, com base nas observações da pesquisa, revela diferenças marcantes:

Comparativo de Padrões de Consumo: Brasil vs. Portugal

Brasil (Dados de 2022)

Portugal

Prevalência e Acesso a Poppers

Acesso não é tão fácil. Menos comum nos encontros.

Culturalmente comum, super fácil de acessar. Onipresente em encontros sexuais.

Padrões de Consumo na Faixa Etária +50 anos

O consumo de Poppers e GHB não era comum.

O consumo de GHB já era uma realidade nesta faixa etária.

Percepção de Potência

-

Percepção de que substâncias como o MDMA ("MD europeu") são muito mais potentes.

Essas diferenças expõem as vulnerabilidades específicas do migrante recém-chegado. A desinformação é um fator de risco central. A falha sistêmica é tão profunda que o próprio pesquisador, um especialista com alto letramento em saúde, relata ter levado seis meses para descobrir seu direito de acesso à PrEP em Portugal. Este caso emblemático ilustra como a ausência de orientação proativa deixa até os mais informados vulneráveis, e expõe a magnitude do desafio para o migrante comum. Somam-se a isso os riscos relacionados às novas substâncias: um brasileiro acostumado com o MDMA local pode não estar preparado para a potência do "MD europeu", aumentando drasticamente o risco de overdose.


Estas vulnerabilidades individuais não são falhas pessoais, mas sim sintomas diretos das lacunas institucionais e da ausência de políticas de "importação de cuidado", que serão analisadas a seguir.


Desafios Políticos e Institucionais para a "Importação do Cuidado"


A ideia da "importação do cuidado" — o princípio de que o cuidado em saúde deve ser tão móvel quanto as pessoas e as práticas de risco — representa um ideal necessário, mas que enfrenta barreiras políticas e institucionais significativas. A análise revela um padrão sistêmico no qual tanto as iniciativas de cooperação internacional quanto as tentativas de regulação doméstica sucumbem a uma barreira comum: a priorização de interesses políticos e comerciais em detrimento da saúde pública.


Os principais entraves políticos e legislativos identificados na pesquisa incluem:


  1. Inviabilização de Políticas Transnacionais: Uma tentativa de criar um plano de orientação pré-migratória para brasileiros que se mudavam para Portugal, incluindo informações sobre acesso à PrEP e uso de substâncias, "morreu" antes de nascer. Embora houvesse receptividade do lado português, a principal barreira foi o "governo de extrema direita" no Brasil na época, que tornou o diálogo sobre o tema inviável.

  2. Falha na Regulamentação de Aplicativos: No Brasil, um projeto de lei que buscava exigir responsabilidade social das plataformas digitais que facilitam encontros sexuais foi "arquivado imediatamente" no Congresso. A justificativa foi que seria "injusto" cobrar essa responsabilidade das empresas, evidenciando a submissão da saúde pública aos interesses comerciais.

  3. Falta de Vontade Política: A análise geral aponta que tanto o parlamento quanto o poder executivo demonstram pouco interesse em aprovar medidas que não visem o lucro. Isso transforma a regulação de plataformas para fins de saúde pública em uma batalha política difícil de vencer.


Nesse cenário, pensar em saúde global e vigilância sanitária no espaço digital torna-se imperativo, embora complexo. É preciso navegar a linha tênue entre a regulação necessária para proteger os usuários e os riscos de censura ou do avanço de pautas proibicionistas. Esses desafios sistêmicos reforçam a urgência de repensar as estratégias de saúde, movendo-as de uma lógica puramente nacional para uma abordagem transnacional e solidária.


Conclusão e Recomendações


Este relatório evidencia a interconexão crítica entre migração, isolamento social, tecnologia e as barreiras político-institucionais que moldam o fenômeno do chemsex na população lusófona. A experiência do migrante, marcada pela solidão, encontra nas plataformas digitais uma ferramenta de conexão, mas também um espaço desprovido de salvaguardas de saúde devido à priorização do lucro sobre o cuidado. As diferenças culturais no consumo de substâncias e a falta de políticas transnacionais agravam as vulnerabilidades, deixando uma lacuna perigosa entre o risco e a proteção.


Com base nesta análise, as seguintes recomendações são propostas:


  • Para Formuladores de Políticas:

    • Fomentar a criação de acordos de cooperação em saúde entre os países de língua portuguesa, com foco específico na saúde do migrante, garantindo a portabilidade de direitos e o acesso contínuo a serviços como a PrEP.

    • Reavaliar a necessidade de marcos regulatórios que exijam responsabilidade social das plataformas digitais, condicionando sua operação à colaboração com iniciativas de saúde pública.

  • Para Profissionais de Saúde:

    • Desenvolver abordagens de cuidado que considerem o status migratório como um fator de vulnerabilidade central, oferecendo acolhimento e informação proativa sobre acesso a serviços e estratégias de redução de danos para recém-chegados.

    • Reconhecer a importância das redes formadas online como pontos potenciais de intervenção e disseminação de informação.

  • Para Pesquisadores:

    • Aprofundar estudos comparativos sobre as diferenças culturais no uso de substâncias entre os países lusófonos para informar melhor as estratégias de redução de danos.

    • Explorar métodos inovadores para superar as barreiras impostas pelas plataformas comerciais, a fim de alcançar as populações mais vulneráveis fora dos grandes centros urbanos.


Em um mundo onde as pessoas, as drogas e os riscos se movem com fluidez através das fronteiras digitais e geográficas, é inaceitável que o cuidado permaneça estático e fragmentado. Se o risco consegue cruzar fronteiras livremente, o cuidado também deve conseguir.



 
 
 

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